O prazer de quem venceu
Aplicou o último veneno
E o pouco da criança
Que existia se perdeu
A empatia soa como um ato banal
Olhar de desprezo
Fatal
E pequenas fatalidades
Mostraram estruturas frágeis
Culpa de ninguém
Sem tempo de se ater aos detalhes
Para o mal somos ágeis
Destruí?
Mas não me lembro
Te matei?
Mas "no me mates"
Mas hoje eu morri
Igual a tantos nessas cidades
Doi só de pensar
Agora veja em minha face
O prazer do que não vivi
Aquela chama do amanhã
Blasfemando liberdades
Cura só de tentar
E nesse abismo de pensar e sentir
Um "Tudo bem?"
De quem eu quero o bem
Já faz valer o existir.
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